O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já avalia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República como consolidada.
Rogerio Marinho diz que tomou essa decisão a partir de um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro. E já tem uma receita importante para a campanha do filho de Bolsonaro.
“O Flávio precisa ter o cuidado de falar para o conjunto da sociedade, preservar o grupo dele, mas ao mesmo tempo trazer uma parcela do eleitorado que é mais refratária ao ex-presidente. Um grupo que já votou em Bolsonaro e hoje mudou de lado”, diz o senador da oposição.
Para os interlocutores de Lula, as pressões sobre o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos-SP), feitas pela família Bolsonaro para que ele anuncie oficialmente sua candidatura à reeleição também indica uma consolidação da campanha de Flávio Bolsonaro.
– O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) (E), visita nesta segunda-feira, 29, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília. — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Segundo eles, o governador tomou uma decisão política de adiar a visita, e não por problemas de agenda.
Tarcísio decidiu postergar sua visita depois de Flavio Bolsonaro ter dito que o governador deveria, na conversa com seu pai, garantir apoio à sua candidatura e comunicar sua decisão de disputar mesmo a reeleição em São Paulo.
Esses ruídos no campo da direita são festejados pelos apoiadores de Lula. Segundo aliados do presidente da República, o melhor cenário é que a direita continue dividida até a eleição, facilitando uma vitória de Lula.
Esses aliados reconhecem, porém, que a eleição não será um passeio, mesmo com Lula hoje aparecendo como favorito.