Mato Grosso liderou as solicitações, com 107 casos, enquanto o cultivo de soja concentrou o maior número de pedidos por atividade, segundo pesquisa.
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O agronegócio brasileiro registrou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre, volume 20,7% menor que o observado no mesmo período do ano anterior.
Foi a primeira queda para um segundo trimestre desde 2022, segundo análise da Serasa Experian divulgada nesta segunda-feira (19).
O indicador, que reúne pedidos feitos por produtores rurais que atuam como pessoa física e jurídica, além de empresas da cadeia produtiva, também mostrou retração em relação aos três primeiros meses de 2026, quando as solicitações de recuperação judicial somaram 474 (-5,5%).
Apesar de positiva diante do atual cenário de endividamento dos produtores rurais, a desaceleração deve ser interpretada com cautela, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.
“A retração nesse segundo trimestre registrada em pelo menos dois dos três perfis analisados pode estar relacionada a um período de maior entrada de receitas para parte dos produtores, à sazonalidade das atividades agropecuárias e ao avanço de renegociações com credores”, explicou Pimenta.
“Por isso, é importante acompanhar se essa redução será sustentada nos próximos trimestres”, acrescentou. Segundo ele, o ambiente segue desafiador, com custos elevados e crédito mais seletivo.
O Mato Grosso, principal produtor de grãos, oleaginosas e gado do Brasil, continuou liderando o número de pedidos de recuperação judicial entre os estados, com 107 registros.
Em seguida aparecem Goiás (84), São Paulo (72), Minas Gerais (54) e Paraná (42).
Por atividade, o cultivo de soja — principal cultura do país — concentrou 70 solicitações de recuperação judicial, seguido pela criação de bovinos, com 28, segundo a Serasa.
Os pedidos de recuperação judicial de produtores rurais que atuam como pessoa física caíram 10,5% na comparação com o segundo trimestre de 2025, para 197. Já as solicitações de produtores pessoa jurídica recuaram 34,2%, para 160.
Na análise por porte, os produtores classificados como “sem propriedades”, categoria que pode incluir arrendatários, concentraram 70 pedidos.
Em seguida aparecem os grandes proprietários, com 51 solicitações; os pequenos, com 39; e os médios, com 37.
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Chapéu, produtor rural — Foto: Foto de setengah lima sore
















