França autoriza toque de recolher depois de protestos violentos
Cidades na França impuseram nesta segunda-feira (19) toques de recolher para tentar evitar novos distúrbios como os do fim de semana no país.
Autoridades de Lille, Douai, Wattignies e Denais, no noroeste, anunciaram que aplicarão toque de recolher nesta noite e na noite de terça-feira (20).
Mais cedo, o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, havia solicitado a prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher por conta dos protestos.
➡️ A França vem enfrentando nas últimas semanas uma onda de manifestações e distúrbios que começou a partir protestos estudantis e ganhou apoio de sindicatos e de manifestantes contra a alta no custo de vida e no preço dos combustíveis. Nos últimos dias, os atos ficaram mais violentos, e alguns têm terminado em saques a pequenos comércios e prédios incendiados. No sábado, 2.400 pessoas foram detidas.
- A onda inicial de protestos começou em setembro em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris e focava na indignação com a ausência de professores e nas instalações precárias das escolas.
- Rapidamente, as manifestações se transforaram em um movimento nacional contra a desigualdade, a insuficiência de gastos públicos e a queda na qualidade dos serviços.
- Os protestos ocorrem no momento em que o presidente Emmanuel Macron entra na reta final de seu mandato, deixando para trás um eleitorado polarizado e um cenário político interno fragmentado.
Reunião de emergência
Comerciantes se desesperam com saques durante protestos na França
Também nesta segunda, o governo francês fez uma reunião de emergência para decidir medidas a serem tomadas para controlar a violência nas ruas.
Na madrugada de sábado para domingo (18), o país registrou uma das noites mais violentas dos últimos anos. Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades. Os atos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 2.400 detidos.
Os protestos marcaram a união de um movimento estudantil que já dura um mês com a insatisfação geral da população contra o aumento do custo de vida.
Também nesta segunda, o Museu do Louvre, em Paris, amanheceu fechado após manifestantes bloquearem o acesso ao local em apoio ao movimento estudantil e para denunciar “a repressão policial”.
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Manifestantes e estudantes de escolas de arte e cultura bloqueiam a entrada do Museu do Louvre durante um protesto — Foto: REUTERS/Abdul Saboor
Veja mais fotos e vídeos dos protestos:
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Bombeiros apagam chamas de um carro durante protestos na França — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters
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Edifício histórico da prefeitura de Limoges pega fogo após protestos violentos que tomaram a França — Foto: Pascal Lachenaud/AFP
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Manifestantes entram em confronto com a polícia durante protesto contra o alto custo de vida e em apoio às reivindicações estudantis em Paris, neste sábado (17). — Foto: AP Photo/Emma Da Silva
Veja o momento que a torre da prefeitura de Limoges cai durante incêndio

Casal conversa e bebe em bar diante de fogo e atos violentos em Paris
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Homem caminha diante de fogo em meio a manifestação em Paris, em 18 de outubro de 2026. — Foto: Abdul Saboor/ Reuters

















