Polícia trata como possível execução crime que vitimou coordenador do CRB

investigação quer identificar ainda mulher que aparece nas imagens, nas proximidades onde “Joba” foi assassinado

Johanisson Carlos Lima Costa tinha 35 anos e foi morto na manhã desta sexta-feira, a caminho do trabalho – Foto: Reprodução/Instagram
 Divulgada inicialmente como uma suposta tentativa de latrocínio, a morte do supervisor e gerente das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, o Joba, de 35 anos, está sendo tratada pela Polícia Civil como uma possível execução. A informação foi compartilhada pela coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tacyane Ribeiro, horas após o crime, no início da tarde desta sexta-feira (23).

Segundo a delegada, nenhum bem de Johanisson foi levado, mesmo após ele ter sido atingido por um tiro na cabeça. “Nenhum objeto foi levado, então o caso está sendo tratado como homicídio, possivelmente uma execução. A Polícia Civil ainda está investigando as possíveis motivações e nenhuma linha vai ser descartada”, disse.

Horas após o crime, a Polícia Civil divulgou na imprensa alagoana imagens do funcionário do CRB antes e depois de ser assassinado. Câmeras registram a presença de uma mulher ainda não identificada minutos antes ao disparo, além do autor do assassinato, que chegou ao local de bicicleta.

“A atitude [da mulher] é um tanto quanto suspeita. Ela aparece nas imagens por volta das 6h01, se esconde e quando a vítima passa, por volta das 6h05, ela passa a seguir a vítima. E mais na frente, a vítima é executada por um indivíduo que estava numa bicicleta e o surpreende por trás efetuando um disparo na cabeça. A intenção da polícia com a divulgação dessas imagens é justamente pedir o apoio da população de que se souberem quem são esses indivíduos, seja o homem ou a mulher, que possa fazer a denúncia no 181 para que a gente possa avançar nas investigações”, justificou a autoridade policial.

A delegada frisou ainda que socialmente Johanisson Carlos Lima Costa era conhecido como um bom cidadão e que não existem  anotações criminais contra ele. “A vítima não tinha nenhum histórico criminal e pelo que foi visualizado era uma pessoa muito querida. Mas algumas informações a gente não pode passar no momento para não atrapalhar as investigações”, complementou a delegada.

Como parte da investigação, novas imagens de câmeras da região serão coletadas para análise. Quem tiver informações que possam ajudar a polícia pode entrar em contato pelo Disque Denúncia, no 181. A ligação é gratuita e o sigilo é assegurado pelas autoridades de segurança.